Sítio dos Crioulos: silêncios, conversas e temporalidades em uma comunidade quilombola


 

#comunidad

 

A pesquisa foi uma aproximação com os saberes locais produzidos pelo Sítio dos Crioulos, comunidade quilombola[1] no sul do estado do Espírito Santo-Brasil, e que teve como um dos objetivos conhecer as práticas culturais como argumento de resistência aos processos de silenciamentos da contemporaneidade.

Trazemos aqui parte das imagens que compuseram o trabalho e que traduzem algumas formas de usos do cotidiano local, como potencialidade para pensar uma educação ambiental que nasça das práticas e saberes comunais e fortalece os laços de alteridade na imersão às culturas ditas tradicionais que nos provocam refletir o ambiental como exercício de sobrevivência às diferentes temporalidades que existem: o tempo do trabalho, do lúdico e da religiosidade. Eles estão imbrincados na criação de um universo de saberes e fazeres que produzem múltiplas traduções e significados, e não apenas formas de rotina, mas as relações diante de suas próprias estórias, como se fizeram e fazem a partir delas.

As imagens conversam ao mesmo tempo com o silêncio e com a oralidade local, numa composição de situações que revelam como a vida acontece para cada um de nós através do outro e de uma educação ambiental que propõe um olhar para a alteridade.

El Profesor Carrasco es miembro del Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Estudo em Educação Ambiental – NIPEEA (Centro Interdisciplinario de Investigaciones y Estudios en Educación Ambiental).
E-mail: gilmaulin71@gmail.com

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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[1] Quilombola e quilombo são comunidades negras remanescentes do período escravista no Brasil. Lugares que serviram como foco de resistência à escravidão. Hoje, no Brasil, existe uma política de reconhecimento desses territórios como propriedades legítimas dessas populações, garantindo-lhes historicamente o que lhes são por direito. No caso do Sítio dos Crioulos, foram terras doadas por antigo fazendeiro local à ex-escrava Bárba Maria da Conceição, em 1878.

 

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Un Comentario

  1. Andreia Teixeira Ramos

    Belo trabalho!!!

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