Encontros com Riobaldo e as biodiversidades textuais no ensino de biologia

#Riobaldo

 

AutorEduardo Silveira*

 

Resumo:

O presente artigo constrói-se a partir de um diálogo meu enquanto professor de biologia do ensino médio em cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC) e Riobaldo, protagonista do livro “Grande Sertão: Veredas” de João Guimarães Rosa. Nessa conversa, Riobaldo me descreve as bio(diversidades) do Grande Sertão, e eu apresento-lhe as ricas biodiversidades ficcionais, inventadas e escrituradas pelos estudantes nas aulas de biologia a partir da temática “a diversidade de invertebrados”. Nesse encontro, e com o suporte de noções provenientes dos estudos culturais, busco refletir as possibilidades de o ensino de biologia superar certa rigidez e abrir-se para a gênese de novos olhares e novas paisagens mais cotidianas e múltiplas.

Palavras Chave: João Guimarães Rosa, práticas pedagógicas, biodiversidade, escrita literária, paisagem.

Abstract: 

This essay is written from a dialog between me, as high school biology teacher at the Federal Institute of Education, Science and Technology of Santa Catarina (IFSC) and Riobaldo, protagonist of the João Guimarães Rosa’s book “The Devil to Pay in the Backlands”. In that dialog, Riobaldo describes me about the bio (diversity) of the “Grande Sertão”, and I present him the rich fictional biodiversity, invented and written by students in biology classes from the theme “diversity of invertebrates”. In this mee- ting, and with the support from notions of cultural studies, I try to reflect the possibilities of teaching biology overcome rigidities and open up to the genesis of new looks and landscapes, more quotidian and multiples.

Keywords: João Guimarães Rosa, pedagogical practices, biodiversity, literary writing, landscape.

 
* Ator e Doutor em Educação pela UFSC. Professor de Biologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC).
 
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