Movimentos sociais e educaçao ambiental: Os rios que passam em nossas vidas

#educaçaoambiental
Autor: Solange Castellano Fernandes Monteiro*

 

 

Resumo:

Essa pesquisa tem o foco em alguns movimentos curriculares nos quais docentes e alunos realisam dentro de uma escola de ensino médio no Rio de Janeiro. Essas indagações nos moveram em direção à pesquisa nos/dos/com os cotidianos. Isso por entender que somos sujeitos da pesquisa e assumimos o cotidiano como um “tempoespaço” capaz de revelar inúmeras e complexas possibilidades e descobertas do que emerge sem desperdiçar as transformações que acontecem até então desconhecidas. Nesse sentido, ao falarmos do que acontece nas escolas, falamos das discussões de tantos “nós” e dos sujeitos com seus valores e crenças em relação, nesse caso, das questões ambientais locais e globais, em especial, relacionadas à água. As questões levantadas foram: como os movimentos curriculares ambientais dentro das escolas podem se somar aos movimentos ambientais locais? O que se passa dentro das escolas que pode ajudar o cotidiano de alguns movimentos ambientais, em especial em relação à questão da água? Como a emancipação social a partir da educação ambiental se soma a movimentos sociais globais? Num esforço de respondê-las utilizamos quatro instrumentos: narrativas de alguns professores de Ciências da Natureza de uma escola de ensino médio, situada em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro; material escrito e imagens do projeto dos professores de Biologia desenvolvido no ano de 2014 na escola pesquisada e imagens do acervo pessoal ou de reportagens do movimento ambiental no bairro da mesma cidade, postados em redes sociais digitais, relacionados à manutenção do Canal das Taxas. Dentro desse contexto, e diante das inúmeras possibilidades que a Educação Ambiental pode promover, esse estudo trata-se, portanto, de ações que abraçam não mais um componente curricular ou um tema transversal, mas de intenso diálogo de modificações das formas tradicionais de se trabalhar no cotidiano das escolas. Desse modo, consideramos que o desafio de tornar o momento da elaboração e execução desses projetos nas escolas, atentos aos movimentos impressos nas redes sociais digitais pode ser um movimento inovador de possibilitar a racionalidade ambiental numa perspectiva socioambiental revelando a demanda de trabalhar para e com a democracia e, assim, tornar possível uma Educação Ambiental emancipatória nesses rios que estão sempre passando em nossas vidas.

Palavras-chave: Movimentos curriculares, educação ambiental, emancipação social, redes sociais digitais, cotidiano.

Abstract: 

This research focuses on some curricular movements in which teachers and students have done inside a high school in Rio de Janeiro. These questions lead us toward research in/of/with the everyday life. This happens because we understand that we are subjects of the research and to assume the everyday life as a “time/place” able to reveal numerous and complex possibilities and discoveries of what emerges without wasting the transformations that happens hitherto unknown. Thus, when we speak of what happens inside the schools, we are talking about many discussions of “we” and the subjects to their values and beliefs on, in this case, local and global environmental issues, in particular related to water. The issues were how curriculum movements of the environmental at schools can be added to the local environmental movements? What happens inside the schools can help the daily life of some environmental movements, especially on the issue of water? How the social emancipation that comes from the environmental education could add to the global social movements? In an effort to answer these questions four instruments were used: narratives of some natural sciences teacher in a secondary school, located at Jacarepaguá, Rio de Janeiro; written material and pictures of Biology Teachers project developed during 2014 at the same school and pictures from the personal collection or news report of the environmental movement in the neighborhood of the same city, posted on digital social networks, related to maintain the Canal das Taxas. In this context, and with all the possibilities that Environmental Education can promote, this study is therefore, actions that embrace do not only a curricular component or a transversal theme anymore, but the intense dialogue modifications of traditional forms of working on the schools’ everyday. So, we believe that the challenge of making the preparation time and the implementation of these projects in schools attentive to the printed movements in digital social networks can be an original movement to enable the environmental rationality in a social and environmental perspective. It reveals a demand to work for and with the democracy and, thus, to make an Environmental Education emancipatory for these rivers possible, rivers that are always going on in our lives.

Keywords: Curricular Movement, environmental education, social emancipation, digital social networks, daily life.

 
 
 
 
* Instituto de Familia (INFA/RJ). Email: castellanosol@gmail.com
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