É puxar o ar que não vem porque o que vêm são utopias–Notas sobre a respiração em tempos de pandemia da COVID-19

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Vivemos em tempo de sufocamento. E isto não é uma metáfora. O sufocamento social, econômico e político tem seu paralelo no corpo vivido e psíquico. Os efeitos em nossos corpos e em nossa sociedade da COVID-19 trazem o tema da respiração em sua urgência. Em específico, a respiração como um tema… Leer más

A educação como ferramenta de inclusão social de mulheres em vulnerabilidade social

Bann_Marques

O relato de uma experiência sobre um programa de educação na perspetiva de género foi o ponto de partida para uma reflexão sobre o contributo da educação como ferramenta para a inclusão de mulheres em situação de vulnerabilidade social. O programa Mulheres Sim, do Instituto Federal de Santa Catarina-Brasil é analisado a partir dos dados resultantes das ofertas de cursos do campus São Miguel do Oeste em 2017 e 2018, dirigidos a mulheres agricultoras brasileiras e usuárias do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), e imigrantes haitianas. Leer más

Vivendo a indignação em uma prática pedagógica

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A série de fotografias mostra o processo de fabricação da ação, tanto da montagem das frases odiosas nos palitos, como das frases sementes. Todo esse processo aconteceu no segundo semestre de 2019, ao longo de quatro semanas, em um encontro semanal, sempre às quartas-feiras entre o meio da tarde e o começo da noite, no vão livre do Centro de Educação da Universidade. Devido aos rumos que a mobilização estudantil tomou, não chegamos a levar efetivamente para a rua nossa ação, mas, durante a seleção, produção e teste das frases, provocamos muitos deslocamentos em nós mesmos. Com que linguagem operar? Que frases de ódio já ouvimos por aí? Como pensar em uma frase semente que não reforce um estereótipo utilitário da instituição? Leer más

Da maldição que move o mundo: a banalização da vida

Como sobreviver ao isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus, se o toque é algo fundamental em minha existência? Esta é a pergunta de partida deste ensaio acadêmico. Para respondê-la se fez necessário pensar o meu corpo, o meu lugar de privilégio e de fala, a partir, principalmente, das categorias classe social, raça/etnia e gênero, assim como, as de humanidade, natureza, cultura, meio ambiente e as ciências, em conexão com os corpos “outros”, aqueles que são alvos das estratégias de extermínio desde a criação do Estado Moderno. Considero que por hora, de uma forma ou de outra, estamos modificados, porém, quando a suspensão total do isolamento social se der não sei de sairemos mais empáticos, se haverá narrativas de salvação e se haveremos de voltar a dançar em comunhão com a mãe Terra. Leer más

Z, Y, X das Ecologias Extremas

Inspirado nos textos ABC Frankfurtiano, de Marcos Reigota, ABC das Paisagens Sonoras, de Marta Catunda, e De Volta: Abecedário Biopolítico, de António Negri, além do Abecedário de Gilles Deleuze, este ensaio busca construir uma narrativa sobre as ecologias presentes nos discursos, letras, capas e movimentos realizados pela música extrema, em especial as dissidências construídas pelos estilos Grindcore, Thrash Metal, Death Metal, Black Metal, em suas perspectivas mais libertárias e antifascistas. O texto é construído em forma de um abededário invertido, e mescla os discursos ecológicos aos trajetos e percursos traçados pelo autor. Aborda-se desde as preocupações ambientais por parte dos conjuntos e seus membros, passando pelos ativismos radicais dos mesmos, até o combate antifascista e antiautoritário no contexto brasileiro atual. Leer más

O nômade e a sua sombra: (Des) encontros com Friedrich Nietzsche por Sils-Maria e arredores

Bann_Reigota

A leitura dos três volumes da biografia de Nietzsche escrita por Curt Paul Janz, muito bem traduzida por Markus A. Hediger e por Luís M. Sander, com uma esclarecedora e profunda apresentação de Oswaldo Giacoia Junior, me fez reler alguns textos do “my co-pilot”, (como alguns amigos costumam afirmar) e cair na estrada.
Eu já havia visitado diferentes ambientes marcantes na vida do filósofo, mas nunca havia estado em Sils-Maria. Uma providencial viagem à Suíça, em julho de 2019, me possibilitou passar alguns dias nessa cidade. Levei comigo os seguintes apetrechos: Uma camiseta com uma fotografia de Pedro Lemebel, com a foice e o martelo desenhados na face dele e a frase de sua autoria: “No necessito cambiar. Soy mas subversivo que usted Leer más

A experiência de construção de pranchas no projeto universidade e escola sem muros

Bann_Versitu

A educação enquanto experiência e acontecimento nos permite abrir o olhar para perceber os conhecimentos que são construídos de maneiras outras. Nesse escrito de palavras e imagens, nos lançamos ao desafio de pelas fronteiras do saber em pranchas, compartilhar as experiências com oficinas do Projeto Universidade e Escola sem Muros, que em parceria com o CEF 801 do Recanto das Emas-DF, abriu e abre espaços para a imaginação e a criatividade para crianças, docentes, gestores e membras do projeto, que reverberam em produções, como releituras e bilhetes, apontando que a ressignificação dos espaços escolas inicia-se na escuta dos que experienciam a educação diariamente. Portanto, experiências de criação de artes de resistência e democratização do saber que permitem a manutenção da caída de muros que impedem a experiência com a práxis, bem como, a criação de muros figurativos que protejam a escola como local privilegiado para a construção livre e espontânea de saberes em diferentes linguagens. Leer más

Perto do mar…

Bann_Fernandes

Em tempos de tirania da claridade e da velocidade, de exposição aos demasiados estímulos e informações presentes no Facebook, Twitter, Instagram, WhatsApp, e de uma exigência, cada vez mais crescente, de que estejamos todos online, em trabalho remoto, invariavelmente produzindo, viemos, com este ensaio, assinalar a assincronia entre o tempo das nossas vidas, o tempo do humano, e o tempo tecnológico, da internet, e do imperativo da produtividade. O esquecimento, o envelhecimento dos corpos e a rotina do trabalho criativo requerem paciência, modos de vidas compatíveis com os ritmos do planeta e dos corpos, atitudes afirmativas e ativas, silêncios, pausas, escuta sensível, e atenção ao prosaico. Este ensaio divide-se em três partes, cada uma associada a uma obra da filmografia de Agnès Varda: “As Praias de Agnès” (2008), “Visages Villages” (2017) e “Varda por Agnès” (2019). Varda gosta de gente, demora-se nos trajetos e nos encontros, nas conversas, e dá visibilidade aos mais diversos modos de vida. O ensaio bordeja o que tem força, ética e ontológica, para devir, afirmar um sagrado “sim” para o eterno retorno e o jogo da criação (Nietzsche, 2011); e isto é oposto àquilo que quer eternizar-se o Mesmo, subjugar a diferença, frear o fluxo da vida e da variação contínua, e que, portanto: passará. Leer más

Répteis

#repteis Autora: Adriana Lisboa*   Se houver tempo, devolve a poesia aos répteis (Edimilson de Almeida Pereira)   se houver tempo devolve a poesia aos répteis deixa que ela se estenda ao sol e … Leer más

À espera

#a_espera Autora: Adriana Lisboa*   à espera não de que o mundo venha necessariamente a fazer sentido para além do sentido de estar nele (para além de senti-lo) à espera de que nada aconteça   … Leer más

Armazém de si [isca]

Bann_Stolf

#armazem Autora: Maria Raquel da Silva Stolf*   encender desde dentro del cuerpo   escuchar desde el afuera de la palabra                     * Professora Doutora … Leer más